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Osteoporose também atinge crianças, alertam especialistas

Medicamentos contra a asma, por exemplo, pode desencadear o problema.

A osteoporose fragiliza os ossos. Com a doença, a massa óssea diminui a tal ponto que qualquer batidinha ou torção podem resultar em um tornozelo, braço ou quadril fraturados. Por representar uma séria ameaça aos idosos, a enfermidade passou a ser cuidada de perto. Mas, nos últimos cinco anos, já se sabe que há um grupo de risco entre as crianças, que inclui àqueles com dificuldade de absorção de cálcio, intolerância à lactose e, principalmente, com problemas respiratórios e reumatológicos.

 

Nem todo asmático precisa se preocupar. Estão propensos aqueles que administram, pelo menos quatro vezes durante a vida, corticoide oral durante cerca de cinco dias seguidos para terminar com as crises. Nesses casos, a perda de massa óssea pode ser de 30% a 40%, de acordo com a médica. O uso excessivo desses remédios está associado, muitas vezes, às consultas nas emergências hospitalares.

 

Apesar de os reumatologistas notarem um aumento nos casos de osteoporose na infância, pesquisas apontam que a probabilidade para se desenvolver a doença é baixa. Em geral, os pacientes conseguem se adaptar às bombinhas, e diminuem as chances de precisarem usar o remédio pela via oral. Contudo, não há como fugir: em crises fortes, o método oral é o mais indicado para reanimá-lo e evitar a internação hospitalar. Mas atenção: toda criança que toma cortisona em cápsulas precisa de revisão constante.

 

Métodos de diagnósticos como a densitometria, capaz de avaliar a estrutura óssea, já estão disponíveis. Se a doença tiver se instalado, contudo, o especialista deverá receitar uma suplementação alimentar rica em cálcio e vitamina D, além da prática de exercícios físicos para fortalecer os ossos. Não há certeza de que se recuperará toda a perda óssea, mas os cuidados podem fazer com que a doença não evolua ainda mais.

A importância dos exercícios  

A prática de exercícios físicos desde a infância e a ingestão de quatro copos de leite por dia são hábitos que figuram no topo do ranking de recomendações de especialistas para pacientes que temem desenvolver osteoporose.

 

As crianças estão se exercitando cada vez menos por causa dos videogames e até por causa da violência que não permite atividades na rua, como correr e brincar com os amigos. Há também aqueles que se aventuram no mundo fitness, mas as dores e desconfortos provocados por exercícios mal feitos os fazem desistir em seguida. Por isso, é importante que haja orientação de um profissional especializado, que leve em consideração as limitações de cada um. É fundamental se alongar antes e depois dos treinos, começar com exercícios leves e somente depois passar aos que exigem reforço muscular e aeróbico.

 

Depois de diagnosticada a doença, não há por que desistir dos treinos. Pelo contrário, os cuidados devem ser multiplicados. Médicos garantem que sempre é tempo para minimizar os problemas e garantem que é bobagem pensar que o paciente vai se “esfarelar” se fizer esforço.

 

Não há idade nem momento da vida ideal para cuidar da dieta, suplementar a necessidade de cálcio e iniciar exercícios físicos. Tudo é válido. Embora o resultado não seja tão grande quanto o esperado como forma de prevenção, sempre há.

Prevenção e Tratamento

Exercícios físicos são bons aliados, além de a ingestão de três copos de leite por dia para as crianças e de quatro para os adultos. O exame de densitometria óssea (que mede a densidade do osso) a partir dos 40 anos, para homens e mulheres também é muito indicado. A reposição de vitamina D pode ser sugerida em alguns casos.

 

Pode ter cura em crianças, se for diagnosticada precocemente ou se a doença que está causando o problema for corrigida – se o paciente tem intolerância à lactose e toma uma enzima que controla a disfunção, pode voltar a tomar leite. Em adultos, com tratamento e mudança de alguns hábitos, pode-se diminuir o risco de fraturas em até 60%.

 

Fonte: Zero Hora

susga

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