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Ataque ou síndrome do pânico: você sabe a diferença?

A ansiedade é um estado emocional que faz parte da vida. Mas quando ela passa a afetar negativamente o dia a dia, há um problema.

 

Antes de uma prova, a ansiedade é um estado de ânimo produtivo e que faz com que o estudante esteja alerta e preparado para o desafio. Em excesso, ela pode prejudicar seu desempenho, mesmo após hora de estudos do conteúdo.

 

Quando uma pessoa não consegue seguir sua rotina normalmente, seja no trabalho, na escola ou na vida social, ela pode estar sofrendo de um transtorno de ansiedade. A síndrome do pânico é um desses transtornos e, embora seja comum nos dias de hoje, seus sintomas ainda são desconhecidos por muitos. Muitas pessoas podem ter síndrome do pânico e não saberem por não reconhecerem os sintomas.

 

Primeiros sintomas

A síndrome é caracterizada pela sucessão repentina de crises de pânico. A sensação horrível trazida por esses episódios faz com que a pessoa altere sua rotina, com medo de que o processo possa se repetir. Na prática, isso significa que alguém que teve uma crise enquanto dirigia, deixa de dirigir; se foi dentro do metrô, deixa de utilizar esse meio de transporte.

 

As crises impedem que se leve uma vida normal. Há casos em que a pessoa deixa de sair de casa ou não sai mais sozinha. A lógica é a seguinte: quem sofre da síndrome do pânico tem a preocupação persistente de ter novos ataques.

Durante a crise, que tem seu ápice aos 10 minutos normalmente, pelo menos quatro dos seguintes sintomas se manifestam:

– Palpitação

– Taquicardia

– Suor em excesso

– Tremor

– Náusea

– Tontura

– Sensação de não conseguir respirar

– Medo de perder o controle

– Medo de morrer

 

Mulheres x Homens

A síndrome pode acometer todas as idades, mas ocorre principalmente em adultos jovens, por volta dos 25 anos. Um estudo do National Comorbidity Survey (NCS), dos EUA, aponta que 71% das pessoas com síndrome do pânico são mulheres e apenas 29%, homens.

 

Ainda não há uma conclusão científica que relacione a maior incidência às mulheres. Alguns casos podem não ser diagnosticados porque os homens normalmente buscam menos auxílio.

 

De onde vem?

Não há uma causa específica para a síndrome de pânico até o momento, mas algumas hipóteses. Uma delas trata dos fatores genéticos, uma vez que 35% dos familiares de primeiro grau de pacientes com transtorno de pânico também desenvolvem o problema.

 

Outra hipótese levantada é de que os portadores têm uma disfunção neurológica do sistema de alerta. Quando passamos por alguma situação que causa medo, nosso sistema de alerta é acionado pelo cérebro. Quem sofre da síndrome pode ter uma disfunção nesse sistema e desencadear uma crise sem uma causa determinante.

 

 

 

Como cuidar

O tratamento para a síndrome do pânico inclui cuidar da doença em si e dos problemas que podem estar associados a ela como, por exemplo, a depressão. Os medicamentos mais utilizados são os antidepressivos e ansiolíticos, associados à psicoterapia. Essa junção costuma obter bons resultados.

 

No tratamento, procuramos mostrar ao paciente que, por mais desconfortável que pareçam os ataques, ele não vai morrer por causa deles. Com o tempo, os sintomas podem cessar completamente ou serem controlados, tornando-se mais leves. Isso dependerá de cada paciente.

 

Fonte: Einstein

susga

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